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:: 22.4.09 ::
"Stab"
Começou pequena, angustiante, quase como raiva
Virou ódio, visceral e sem vetor, com um alvo porém
Quando notei que estava destruindo tudo o que tinha amor
Aí tive a tal dor
Quase como se a realidade a sua volta se desconstruísse
Se partindo junto à membros do teu corpo
O belo perdeu o sentido e o ar ficou mais pesado
Ali eu finalmente vislumbrara um fim
Quando este choque foi substituído por razão
Pude compreender e aceitar o final
Como se tivesse engolido vidro pus-me a tentar manter a calma
A sensação iminente de derrota
Num rompante melancólico brutal
Vindo de sentimentos aleatórios que estouravam na boca do meu estômago;
impotência, culpa, arrependimento, recusa, agonia, ódio, auto-piedade...
Dói tanto que parece a primeira vez que se sente dor
A malígna tempestade cerebral cessa.
O silêncio é embalado pelo som do coração
Acabam-se as certezas e escuta-se o oceano do desconhecido lá fora
Acho que só preciso descansar
Preciso descansar
Esta
É a dor que estou sentindo
:: Tomaz Sá 12:28 AM [+] ::
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:: 21.4.09 ::
Sentimentalóide
Palavras cheias de mágoa me passaram pela língua
As lágrimas talvez tenham gritado mais alto
Teu rosto, teu toque, tua companhia
Por defesa foram deturpadas em hostis
Inimigas
Não a minha e a sua palavra seriam
O universo nunca quis assim
Nossa harmonia nunca foi longe pra mim
Ruídos que fomos e seremos
Enlaçados
Não quero, nunca quis, nunca quererei
Ter de volta o todo da minha alma
Este pedaço incompleto foi pouco
Mas é tudo que agora soube te dar
Esperança
Cada um com a sua
Na linha de frente
Escaldada
Vigorosa
:: Tomaz Sá 2:50 PM [+] ::
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:: 11.4.09 ::
Estafa
Não sei bem o que queria
Sei que bom ou bem não era de fato
Não te culpo por nunca mais querer olhar na minha cara
Talvez eu quisesse isso mesmo
O gosto de um universo em ruínas que não fosse o meu
Custa caro, talvez eu possa pagar
Apenas talvez
Quanto as conclusões, rá!
É como o punk reconhecer futuro
Não há o que não houve
Não existe o que nunca foi
Como se cancela o que é imediatamente negado
Não sei se me arrependo ou fico aliviado
De certa maneira, me deixou feliz
Ensaiar dizer motivos para o monstro que fabriquei
Por mais que quem eu quero que entenda
Não aceite de maneira alguma
Acho que é isso
Certezas deixo para os de raciocínio curto
:: Tomaz Sá 7:30 AM [+] ::
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:: 7.4.09 ::
Com Calma
Entendo o quanto é necessário
Lamber o fundo do poço
Para então se descobrir como sair de lá
Compreendo os cortes
O propósito de tais feridas
O gosto ruim do remédio
As pupilas então contraem, finalmente
A pele branca ruboriza aos raios de sol
Que me fixam vitaminas abandonadas
Eis que noto novamente
Membros há tanto esquecidos
Asas, cá estão, cá as vejo, cá as possuo
O joelho dobrado estala ao peso do corpo que se ergue
Novamente a dor
Mas esta é física
Boa
Positiva
Entendo um monte de coisas que me neguei a entender
Entendo os porquês apesar de não concordar
Mas: “A vida é uma ordem” como diria Drummond
Que seja
Que seja...
:: Tomaz Sá 3:33 PM [+] ::
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